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A Criação dos Versos Alexandrinos
Guia do Lar - Dicas e Informações - Você Sabia? - em 16/11/14 por :de Figueiredo

No ano de 1180, criam-se os versos Alexandrinos - Alexandre de Bernay ou de Paris compôe uma suntuosa obra denominada; O Romance de Alexandria, sobre a obra de Alexandre Magno. É dividida em oito capítulos ou Odes. Narra a vida do famoso guerreiro e conquistador, das suas epopeias na Grécia, seu encontro com Dario, suas notáveis realizações, etc. E pela primeira vez na história poética esses versos são compostos em doze sílabas, abrindo, assim, um novo caminho para a literatura épica.

Desde então se chamou "alexandrino" o verso de doze sílabas, com o acento predominante na sexta e duodécima. Modernamente, à imitação do alexandrino romântico, o referido verso admite o chamado ritmo ternário; pode ser composto de três membros ou séries de quatro sílabas, de que a última leva o acento. O verso alexandrino perfeito, entretanto, divide o verso de doze sílabas em dois versos de seis sílabas cada. Dá-se o nome de hemistíquio ao acento da sexta e duodécima. Dá-se o nome de censura à pausa existente entre os dois hemistíquios. um dos poetas que mais as cultivou em Portugal, na sua quase perfeição , foi Guerra Junqueira e no Brasil, Olavo Bilac. Vejamos uma estrofe do imortal lírico português, transcrita do seu poema   "Aos Simples":

"Minha mãe, minha mãe, ai que saudade imensa,

Do tempo em que ajoelhava, orando ao pé de ti.

Caía mansa a noite; e andorinhas aos pares

Cruzavam-se voando em tôrno dos seus lares,

Suspensas do beiral da cása onde nasci.

Era a hora em que já sôbre o feno das eiras

Dormia quieto e manso o impávido lebréu

Vinham-nos das montanhas as canções das ceifeiras,

E a lua branca, além, por entre as oliveiras,

Como a alma dum justo, ia em triunfo ao céu....

E, mãos postas, ao pé do altar do teu regaço,

Vendo a lua subir, muda, alumiando o espaço,

Eu balbuciava a minha infantil oração,

Pedindo a Deus que está no azul do firmamento,

Que mandasse um alívio a cada sofrimento,

Que mandasse uma estrêla a cada escuridão.

Por todos eu orava e por todos pedia,

Pelos mortos no horror da terra negra e fria,

Por tôdas as paixões e por tôdas as máguas...

Pelos míseros que entre os uivos das procelas

Vão em noite sem lua e num barco sem velas

Errantes através do turbilhão das águas.

O meu coração puro, imaculado e santo

la ao trono de Deus pedir, como inda vai,

Para tôda a nudez um pano de seu manto,

Para tôda a miséria o orvalho do seu prante

E para todo o crime o seu perdão de Pai..."                                           

 

(Verso; transcrito na forma escrita da época)

Fonte: Enciclopédia das Granves Invenções e Descobertas

 

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